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Entre os dias 18 e 22 de setembro foi realizado, em Florianópolis, o 5º Prêmio Queijo Brasil. Promovido pela Comerqueijo — associação sem fins lucrativos —, o evento é considerado como a maior premiação de queijos artesanais brasileiros e contou 718 queijos inscritos de todo o país, representando a micro e pequena produção artesanal de laticínios.Do Paraná, segundo informações da coordenadora regional do projeto de agroindústria do Instituto Paranaense de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater) Pato Branco, Márcia de Andrade, houve 24 inscrições, das quais 12 foram premiadas.“No Sudoeste tivemos na região da Emater de Pato Branco duas premiações “Ouro”, que foram a Roseli Martinazzo (de Itapejara D’Oeste) e Angela Maria Kunz Marangon (de Saudade do Iguaçu); e duas premiações “Bronze”, que foi a Maristela Gaio, da região da Emater de Dois Vizinhos, e o Marildo Attilio Capra, da região de Francisco Beltrão”.Ela conta que a Emater fez a divulgação do concurso na região, bem como prestou assessoria para as inscrições de alguns candidatos que não conseguiam se inscrever sozinhos. Ainda, fez a logística para levar os queijos a Florianópolis.Para Márcia é de grande importância essas quatro conquistas para o Sudoeste. “Esses queijos premiados, sobretudo da região de Pato Branco, foram oriundos de leite cru, que hoje, infelizmente, a legislação não tem permitido. Ela só permite o queijo de leite pasteurizado”.Ela lembra que “existem algumas legislações; o presidente assinou há alguns meses a Lei do Queijo, que já permite fazer o queijo de leite cru. O Estado do Paraná tem, desde 2018, uma lei também permitindo que seja feito e comercializado queijo de leite cru. Mas essas leis não foram implementadas, então o nosso queijo colonial da região na verdade é ilegal, porque é feito com leite cru”.Márcia acrescenta que está sendo criada uma associação de queijeiros no Sudoeste — a qual inclusive realizará uma reunião nesta quinta-feira (26), em Chopinzinho — para buscar a legalização do queijo colonial.“Temos tratado em todas as esferas política e técnica formas de conseguir regularizar o nosso queijo da região, para não deixar a cultura que temos aqui morrer. Porque, se não conseguirmos essa liberação, essa cultura logo vai terminar. Então foi uma conquista enorme. Já tivemos a Roseli Martinazzo, que no ano passado se classificou como Melhor Queijo do Paraná, em um concurso feito pela Emater. No mês passado teve o Concurso Internacional do Queijo, em Araxá (MG), que teve a Cleunice e o Claudemir Rosa, de Chopinzinho, que ficaram com o prêmio Prata. E agora tivemos mais essas premiações. Isso é muito importante, porque fortalece esse processo de legalização do nosso queijo, da nossa cultura da região”.A coordenadora acrescenta que o Sudoeste é o maior produtor de queijo de leite cru no Estado do Paraná, pelo mapeamento que é feito pela Emater e o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).VencedorasO concurso foi dividido em quatro premiações: Super Ouro, Ouro, Prata e Bronze. Na Super Ouro, foram três queijos premiados; na Ouro, 61; na Prata, 84; e na Bronze, 135.Conforme Roseli Martinazzo, de Itapejara D’Oeste, que conquistou o Ouro, a inscrição foi feita com um queijo preparado especialmente para o concurso, com 30 dias de maturação. “Mais um sonho realizado, mais uma conquista levando o nome do município a ser conhecido em todo o país, mostrando que os pequenos produtores também possuem um produto de qualidade”, declarou a produtora em relação ao prêmio, que consistiu em um certificado.Roseli conta que este é o segundo prêmio que ela e a família conquistam. “O primeiro foi em 2018, o ‘1º Concurso de Queijo Artesanal do Paraná’, e agora na quinta edição do ‘Prêmio Queijo Brasil”, comemora.Angela Maria Kunz Marangon, de Saudade do Iguaçu, por sua vez, diz que esse foi o primeiro prêmio que ela e a família recebem. “Inscrevemos o nosso queijo colonial de leite cru somente de um tipo, que não foi preparado especialmente para o concurso. O que mais nos deixa felizes e aliviados é que foi escolhido um queijo da geladeira, que poderia ter sido para qualquer cliente”, declara a produtora, completando que o queijo teve 21 dias de cura.Ela explica que produz queijos há quatro anos e está na fase final de regulamentação de sua agroindústria. Assim como Márcia e Roseli destacam, “esse concurso é muito importante, pois mostra a força das agroindústrias do Paraná. Essa foi a primeira vez que o Paraná participou, e foi o quarto estado a mais enviar queijos, sendo que ficamos com grande número de medalhas: 4 Ouro, 7 Bronze e 2 Prata, sempre mostrando nossa força e luta para a legalização e comercialização do queijo artesanal”, finaliza Angela.

Fonte: Diário Sudoeste

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